Por que os gêmeos despertam tanta admiração? Em qualquer lugar por onde andam, os bebês atraem a atenção de todos. Idênticos ou não e mesmo vestidos com roupas diferentes, não há quem não queira puxar conversa e saber um pouco sobre as crianças.
O aumento no número de casais que recorrem às técnicas de Reprodução Assistida para conseguir uma gestação levou a um aumento na incidência de nascimento de gêmeos. Para se ter uma idéia, a chance habitual de gêmeos é de 1 para 80. No caso da reprodução assistida, as chances pulam para 20%. "Estima-se que 15% da população em idade reprodutiva apresentam dificuldades em obter uma gravidez em algum momento da vida”, afirma o diretor da Clínica Origen, Dr. Marcos Sampaio.
Para o casal que não conseguia engravidar, gerar mais de um filho pode significar vitória. Também há um lado fascinante. Os gêmeos provocam espanto e admiração desde os primórdios da humanidade. Na mitologia, temos as figuras Rômulo e Remo, que seriam fundadores de Roma, segundo a lenda. E, os siameses Chang e Eng, nascidos no Sião (atual Tailândia), no século 19, que originaram o termo usado para designar tal deformidade. Quando nasceram, o rei Rama II ordenou a sua execução, mas caíram nas graças de seu sucessor, Rama III, e viraram atração da corte em Bangcoc.
Na França, as estatísticas apontam para um aumento de 30% no número de gravidezes gemelares, de acordo com o Instituto Nacional de Saúde – Inserm. Nos EUA, o índice também é cada vez mais alto. Esta, inclusive, está sendo considerada a temporada de gêmeos norte-americana. Seis casais célebres, como a atriz Márcia Cross, de 44 anos - da série Desperate Housewives - esperam gêmeos para 2007.
Reprodução Assistida Devido ao uso das técnicas de Reprodução assistida para ajudar os casais a ter uma gravidez, o número de gêmeos segue crescendo nas maternidades brasileiras. Quando a mulher se submete a um tratamento de fertilidade, as possibilidades de ter gêmeos aumenta consideravelmente, pois são transferidos no útero até quatro embriões (número máximo sugerido pelo Conselho Federal de Medicina). Há, em média, cerca de 20% de chance de ter gêmeos e 2% de trigêmeos.
Marcos Sampaio afirma que o fim da gestação múltipla nos tratamentos de reprodução assistida é um desafio. Segundo ele, um embrião seria o ideal para transferir e assim diminuir as chances de nascimento de gêmeos.
Depois dos 30 Além do avanço das técnicas de reprodução assistida, o número de gêmeos está aumentando por causa de mulheres que têm filhos depois dos 30 anos. Pelo menos é o que sugere um estudo divulgado este ano pela Divisão de Medicina Reprodutiva da Universidade Vrije, em Amsterdã, na Holanda.
De acordo com os pesquisadores, o nascimento de gêmeos é mais comum entre mães mais velhas porque elas são mais suscetíveis a produzir óvulos múltiplos em um ciclo do que as mulheres mais jovens. Além disso, é maior na gestação dessas mulheres a taxa de nascimento de gêmeos não-idênticos. |