Manter uma boa saúde depende de vários fatores. Herança genética, alimentação e a prática de atividades físicas regulares são alguns dos itens determinantes para o bom funcionamento de nosso corpo. O mesmo vale para a saúde reprodutiva. “Gerar um filho saudável também é algo que está diretamente relacionado aos cuidados com o corpo. Nesse caso, além das orientações básicas, ainda é preciso estar atento para certos produtos e substâncias que podem afetar a fertilidade tanto do homem quando da mulher”, alerta Selmo Geber, ginecologista e professor da UFMG.
Entre essas substâncias, as mais comuns são álcool, café e cigarro.
Os dois primeiros, a princípio estimulam a fertilidade, melhorando as chances de gravidez. Porém, também aumentam as chances de aborto. O ponto de corte crítico é de seis xícaras de café por dia. Já os cigarros são prejudiciais em todos os casos, pois causam problemas no desenvolvimento do feto. Para a taxa de gravidez, o prejuízo maior é para as mulheres que fumam mais de 14 cigarros ao dia. “As chances de sucesso em um tratamento de fertilidade, por exemplo, caem entre 22% e 38%. Em qualquer situação, a recomendação é parar de fumar”, alerta Geber.
Para quem trabalha com produtos químicos, como pesticidas, solventes, combustíveis etc., o risco é ainda maior. “O contato com esses produtos pode diminuir a probabilidade de gestação do casal” diz o professor. Por exemplo, o benzopireno, presente no cigarro e no escapamento de veículos à diesel, causa lesões no DNA das células. Já o contato com o inseticida DDT leva à más formações do trato reprodutivo masculino, piora da qualidade do sêmen e aumento das taxas de abortamento espontâneo, de prematuridade e de recém nascidos com baixo peso.
Solventes como tolueno, xileno, clorofórmio, éteres de etileno glicol e benzeno alteram a fecundidade e aumentam a taxa de aborto de mulheres expostas ou parceiras de homens expostos a esses produtos por longos períodos.
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