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Selmo Geber, Ana Paula Caldeira Brant Campos, Marcos Faria, Marcos Sampaio, Heverton Pettersen ORIGEN - Centro de Medicina Reprodutiva

Introdução: A infertilidade represente um problema social atingindo 15% dos casais em idade reprodutiva. O uso das técnicas de reprodução assistida vem aumentando a cada ano, com resultados melhores e maior facilidade no procedimento. Alguns estudos recentes vem sugerindo que uso da técnica pode estar associado a um aumento no número de complicações perinatais, em especial a prematuridade.

Objetivo: Identificar a incidência de prematuridade em gestações únicas em mulheres submetidas a tratamento pelas técnicas de reprodução assistida e seus possíveis fatores de risco.

Metodologia: O estudo constou de avaliação retrospectiva de 500 gestações alcançadas após tratamento com técnicas de reprodução assistida. Todas pacientes foram submetidas ao mesmo procedimento com o mesmo protocolo de estimulo da foliculogenese e mesmas técnicas Foram avaliados a idade gestacional ao parto, indicação do parto, tipo de parto, tabagismo, idade materna, história pregressa obstétrica, entre outros.

Resultados: Do total de 500 gestações, 258 foram consideradas para analise por apresentarem todos os dados necessários para o estudo. A incidência geral de prematuros foi de 55,43%. Os prematuros provenientes de gravidezes únicas resultaram em uma incidência 9,69% (25), o de gemelar foi 25,58% e maior que 2 fetos foi de 20,15%. Quando separamos apenas as gestações simples para comparação, observamos que a idade média foi de 35,44 no grupo prematuro e 35,57 no grupo a termo; a incidência de tabagismo foi a mesma assim como a historia de parto prematuro; A gestação foi primípara em 52% no grupo prematuro e 61% no grupo a termo; a presença de mais fetos no inicio da gestação e que não evoluíram foi observada em 40% no grupo prematuro e 17,65% no grupo a termo; a presença de fatores de risco para a prematuridade foi observada no grupo prematuro em 84% e 35% no grupo a termo.

Conclusão: Nosso estudo demonstrou que, em nosso meio, a incidência de prematuridade em gestações únicas após tratamento pela técnica de reprodução assistida, não foi maior que a observada na literatura nacional (~9%) e internacional (~10%) contrariando o observado em outros estudos (20 a 30%). Por motivos óbvios e como era de se esperar, a incidência de prematuridade com gestações múltiplas foi bem superior. Os principais fatores de risco para prematuridade foram mais comuns no grupo prematuro, assim como historia de redução espontânea no início da gestação.

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